Quarta, 21 de Outubro de 2020
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Saúde Imunização

Brasil não atinge meta das principais vacinas e pediatra afirma que situação é preocupante e que cartão vacinal deve estar em dia

Partindo para o convívio coletivo, Ivna Toscano reforça que quanto menos pessoas forem vacinadas, maior a chance de ocorrer novos surtos de doenças

28/09/2020 07h51
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Por: Redação Fonte: Redação, com Radar Sertanejo
Brasil não atinge meta das principais vacinas e pediatra afirma que situação é preocupante e que cartão vacinal deve estar em dia

Dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde apontaram que pela primeira vez em quase 20 anos, o Brasil não atingiu a meta para nenhuma das principais vacinas indicadas para crianças de zero a um ano de vida. A informação é alarmante e gera preocupação porque a ausência da vacina gera prejuízos à saúde da criança em curto, médio e longo prazo. Isso é o que afirma a pediatra do Hospital do Hapvida em João Pessoa, Ivna Toscano.

“Os prejuízos em curto prazo são o aumento da mortalidade infantil, pois as crianças não vacinadas ficam suscetíveis a contaminação por bactérias e vírus que causam doenças graves e letais. Em médio prazo poderemos observar o retorno de doenças antes erradicadas, como a poliomielite ou o retorno de doenças de baixa prevalência na população. Já em longo prazo, a baixa cobertura vacinal pode chegar a surtos e até mesmo pandemia de doenças prevenidas pelas vacinas”, explica.

O levantamento apresentado por meio do PIN mostra ainda que, em geral, a meta de vacinação entre bebês e crianças costuma variar entre 90% e 95% em condições ideais para assegurar a imunização infantil. Mas a realidade é outra e o Brasil alcançou a marca dos 51,6%. Diante dos índices a pediatra diz acreditar que o “medo de levar as crianças pra vacinar devido ao risco de contágio de coronavírus, acesso a informações equivocadas de grupos anti-vacina, falta de informação e orientação sobre vacinação em tempos de pandemia” são alguns fatores que colocam o país nesse patamar.

Partindo para o convívio coletivo, Ivna Toscano reforça que quanto menos pessoas forem vacinadas, maior a chance de ocorrer novos surtos de doenças que nos últimos anos eram de baixa prevalência. “Um exemplo a ser citado foi o surto recente de febre amarela e sarampo, essas doenças que antes eram restritas a determinados territórios de baixa cobertura vacinal ganharam alcance chegando a milhares de casos em pouco tempo”, lembra.

A pediatra do Hapvida assegura que as vacinas previnem infecções graves que podem levar à morte. “Portanto é de suma importância que as crianças sejam vacinadas no período correto para não perder o prazo de administração das doses das vacinas”, esclarece a médica que ainda chama à atenção para alguns cuidados primordiais acerca da imunização. “Atualize o cartão vacinal, mesmo em tempos de pandemia, os pontos de vacinação estão funcionando”, destaca.

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